{"id":13330,"date":"2018-11-07T17:32:03","date_gmt":"2018-11-07T19:32:03","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/ibge-preve-safra-de-graos-02-menor-em-2019\/"},"modified":"2018-11-07T17:32:03","modified_gmt":"2018-11-07T19:32:03","slug":"ibge-preve-safra-de-graos-02-menor-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/ibge-preve-safra-de-graos-02-menor-em-2019\/","title":{"rendered":"IBGE prev\u00ea safra de gr\u00e3os 0,2% menor em 2019"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/LSPA_release.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>No primeiro progn\u00f3stico para a safra 2019, a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas foi estimada em 226,7 milh\u00f5es de toneladas, 0,2% abaixo da safra de 2018. Esta redu\u00e7\u00e3o deve-se \u00e0s quedas previstas para as regi\u00f5es Norte (-0,3%), Nordeste (-8,8%), Sudeste (-1,9%) Centro-Oeste (-1,4%). No Sul, at\u00e9 o momento espera-se crescimento de 4,1%.<\/big><\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<table style=\"width: 523px\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 295.5px\">Estimativa de OUTUBRO para 2018<\/td>\n<p>&#013;<\/p>\n<td style=\"width: 224.5px;text-align: right\">227,2 milh\u00f5es de toneladas<\/td>\n<p>&#013;<br \/>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 295.5px\">Varia\u00e7\u00e3o outubro 2018 \/ setembro 2018<\/td>\n<p>&#013;<\/p>\n<td style=\"width: 224.5px;text-align: right\">0,4%<\/td>\n<p>&#013;<br \/>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 295.5px\">Varia\u00e7\u00e3o safra 2018 \/ safra 2017<\/td>\n<p>&#013;<\/p>\n<td style=\"width: 224.5px;text-align: right\">-5,6%<\/td>\n<p>&#013;<br \/>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 295.5px\">Primeira estimativa para Safra 2019<\/td>\n<p>&#013;<\/p>\n<td style=\"width: 224.5px;text-align: right\">226,7 milh\u00f5es de toneladas<\/td>\n<p>&#013;<br \/>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 295.5px\">Varia\u00e7\u00e3o safra 2019 \/ safra 2018<\/td>\n<p>&#013;<\/p>\n<td style=\"width: 224.5px;text-align: right\">-0,2%<\/td>\n<p>&#013;<br \/>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>J\u00e1 a d\u00e9cima estimativa para a safra de 2018 totalizou 227,2 milh\u00f5es de toneladas, 5,6% inferior \u00e0 obtida em 2017 (240,6 milh\u00f5es de toneladas). A \u00e1rea a ser colhida (60,8 milh\u00f5es de hectares) \u00e9 0,6% inferior \u00e0 obtida em 2017. O arroz, o milho e a soja s\u00e3o os tr\u00eas principais produtos deste grupo, e, somados, representam 93,0% da estimativa da produ\u00e7\u00e3o e respondem por 87,3% da \u00e1rea a ser colhida.<\/big><\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>Em rela\u00e7\u00e3o a 2017, houve acr\u00e9scimo de 2,8% na \u00e1rea da soja e redu\u00e7\u00f5es de 8,7% na \u00e1rea do milho e de 7,5% na \u00e1rea de arroz. Quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, ocorreram decr\u00e9scimos de 17,9% para o milho, de 5,6% para o arroz e acr\u00e9scimo de 2,4% para a soja.<\/big><\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>Regionalmente, a d\u00e9cima estimativa para a safra de 2018 aponta produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas com a seguinte distribui\u00e7\u00e3o, em toneladas: Centro-Oeste (101,3 milh\u00f5es); Sul (75,1 milh\u00f5es); Sudeste (22,8 milh\u00f5es); Nordeste (19,2 milh\u00f5es) e Norte (8,7 milh\u00f5es). Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra passada, foi constatado aumento apenas na regi\u00e3o Nordeste (7,6%) nas demais houve quedas: Sul (-10,5%), Sudeste (-4,5%), Centro-Oeste (-4,4%), Norte (-2,3%). Nessa avalia\u00e7\u00e3o para 2018, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional, com uma participa\u00e7\u00e3o de 26,8%, seguido pelo Paran\u00e1 (15,5%) e Rio Grande do Sul (14,8%).<\/big><\/p>\n<p>&#013;<br \/>\n&#013;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"\" \/><\/p>\n<p>&#013;<br \/>\n&#013;<\/p>\n<p><strong>Para 2019, primeiro progn\u00f3stico estima safra 0,2% menor que a de 2018<\/strong><\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p>Neste primeiro progn\u00f3stico, a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2019 foi estimada em 226,7 milh\u00f5es de toneladas, 0,2% inferior \u00e0 safra de 2018. Esta redu\u00e7\u00e3o deve-se \u00e0s menores produ\u00e7\u00f5es previstas para as regi\u00f5es: Norte (-0,3%), Nordeste (-8,8%), Sudeste (-1,9%) Centro-Oeste (-1,4%). O Sul (4,1%) \u00e9 a \u00fanica onde espera-se crescimento.<\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p>Considerando-se os cinco produtos de maior import\u00e2ncia para a pr\u00f3xima safra, tr\u00eas devem apresentar varia\u00e7\u00f5es negativas na produ\u00e7\u00e3o: algod\u00e3o herb\u00e1ceo em caro\u00e7o (-2,8%), arroz em casca (-4,2%) e soja em gr\u00e3o (-1,0%). Com varia\u00e7\u00e3o positiva, apenas o feij\u00e3o em gr\u00e3o (0,3%) e o milho em gr\u00e3o (2,6%). Em termos absolutos, estimam-se menores produ\u00e7\u00f5es para a soja (1,2 milh\u00e3o de toneladas), para o trigo (727,1 mil toneladas) e para o arroz (489,1 mil toneladas). Para o milho, estima-se um crescimento de 2,2 milh\u00f5es de toneladas na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p>Os n\u00fameros levantados foram somados \u00e0s proje\u00e7\u00f5es obtidas a partir das informa\u00e7\u00f5es de anos anteriores, para as Unidades da Federa\u00e7\u00e3o que ainda n\u00e3o disp\u00f5em das estimativas iniciais. Como este progn\u00f3stico foi realizado por levantamentos e proje\u00e7\u00f5es calculadas, as informa\u00e7\u00f5es de campo representam 80,8% da produ\u00e7\u00e3o nacional prevista, enquanto as proje\u00e7\u00f5es respondem por 19,2% do total estimado.<\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p><strong>ALGOD\u00c3O HERB\u00c1CEO (em caro\u00e7o) \u2013<\/strong> O primeiro progn\u00f3stico da safra de algod\u00e3o para 2019 estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 4,8 milh\u00f5es de toneladas, decl\u00ednio de 2,8% em compara\u00e7\u00e3o com a safra de 2018. A \u00e1rea plantada, de 1,2 milh\u00e3o de hectares, deve crescer 6,7%. Estima-se que a safra 2019 obtenha rendimento m\u00e9dio de 3 910 kg\/ha, decl\u00ednio de 8,9% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra do ano anterior. Em 2018, o clima comportou-se de forma favor\u00e1vel \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o, com chuvas mais abundantes e regulares nas principais regi\u00f5es produtoras do Mato Grosso e da Bahia, beneficiando as lavouras que alcan\u00e7aram um recorde de produtividade de 4.293 kg\/ha. Para 2019, as incertezas quanto ao clima reduzem a estimativa do rendimento m\u00e9dio. O Mato Grosso estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 3,3 milh\u00f5es de toneladas, acr\u00e9scimo de 5,0% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra 2018, devendo somente esse estado responder por 69,8% da produ\u00e7\u00e3o nacional. Embora estime-se um aumento de \u00e1rea plantada de 10,8%, alcan\u00e7ando 840,8 mil hectares, o rendimento m\u00e9dio foi revisto para baixo (-5,2%), devendo alcan\u00e7ar 3.975 kg\/ha.<\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p><strong>ARROZ (em casca) \u2013<\/strong> A primeira estimativa para a safra nacional 2019 \u00e9 de uma produ\u00e7\u00e3o de 11,3 milh\u00f5es de toneladas e rendimento m\u00e9dio de 6 114 kg\/ha, menores, respectivamente, em 1,8% e 2,4%, quando comparados aos dados da safra 2018. A \u00e1rea a ser plantada na safra 2019 encontra-se 1,8% menor. O Rio Grande do Sul, maior produtor de arroz do pa\u00eds, deve participar com 70,9% do total a ser colhido em 2019. A produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha foi estimada em 8,0 milh\u00f5es de toneladas, redu\u00e7\u00e3o de 5,0% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. A \u00e1rea plantada estimada de arroz tamb\u00e9m apresentou uma redu\u00e7\u00e3o de 4,4%. O Estado de Santa Catarina, segundo produtor nacional, estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 1,1 milh\u00e3o de toneladas, e um rendimento m\u00e9dio de 7.286 kg\/ha, redu\u00e7\u00e3o de 4,3% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra de 2018.<\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p><strong>FEIJ\u00c3O (em gr\u00e3o) \u2013<\/strong> A primeira estimativa da produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o para a safra 2018 \u00e9 de 3,0 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 0,3% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra colhida em 2018. A <strong>1\u00aa safra<\/strong> deve produzir 1,5 milh\u00e3o de toneladas; a <strong>2\u00aa safra<\/strong> uma produ\u00e7\u00e3o de 1,0 milh\u00e3o de toneladas e a <strong>3\u00aa safra<\/strong>, 439,7 mil toneladas. A \u00e1rea a ser colhida na safra de ver\u00e3o (1\u00aa safra) deve se manter pr\u00f3xima a de 2018, ou seja, 1,8 milh\u00e3o de hectares, enquanto que o rendimento m\u00e9dio deve apresentar um decl\u00ednio de 7,2%. A produ\u00e7\u00e3o esperada de feij\u00e3o na safra de ver\u00e3o \u00e9 de 1,4 milh\u00e3o de toneladas, 7,2% menor que a obtida nesta mesma \u00e9poca em 2018.<\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p><strong>MILHO (em gr\u00e3o) \u2013<\/strong> O primeiro progn\u00f3stico de milho em gr\u00e3o para 2019 estima uma produ\u00e7\u00e3o de 83,8 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 2,6% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra 2018, o que representa um aumento de 2,2 milh\u00f5es de toneladas. Os progn\u00f3sticos de campo somam 74,8% na primeira safra e 73,3% na segunda safra, enquanto que as proje\u00e7\u00f5es somam 25,2% na primeira e 26,7% na segunda safra. Mant\u00e9m-se a tend\u00eancia de um maior volume de produ\u00e7\u00e3o do milho em 2\u00aa safra, devendo esta safra participar com 69,7% da produ\u00e7\u00e3o nacional para 2019, contra 30,3% de participa\u00e7\u00e3o da 1\u00aa safra de milho. Para a <strong>1\u00aa safra<\/strong> de milho, a previs\u00e3o \u00e9 de 25,4 milh\u00f5es de toneladas, 1,9% menor em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2018.<\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p>Aguarda-se aumentos de 0,4% na \u00e1rea a ser plantada e de 1,1% na \u00e1rea a ser colhida, enquanto que o rendimento m\u00e9dio deve declinar 3,0%. Para o <strong>milho 2\u00aa safra<\/strong>, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de 58,4 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 2,9% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. Na safra 2018, alguns estados importantes na produ\u00e7\u00e3o do cereal enfrentaram problemas clim\u00e1ticos em decorr\u00eancia da menor \u201cjanela de plantio\u201d, limitada pelo atraso no plantio da safra de ver\u00e3o.<\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p><strong>SOJA (em gr\u00e3o) \u2013<\/strong> A primeira estimativa de produ\u00e7\u00e3o para 2019 soma 116,6 milh\u00f5es de toneladas, decl\u00ednio de 1,0% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. A \u00e1rea a ser plantada com a leguminosa \u00e9 de 35,3 milh\u00f5es de hectares, aumento de 1,1%. O rendimento m\u00e9dio estimado \u00e9 de 3.303 kg\/ha, retra\u00e7\u00e3o de 2,3%, em decorr\u00eancia das incertezas quanto ao clima durante o ciclo da cultura, ressaltando que, na safra ver\u00e3o 2018 houve abund\u00e2ncia e regularidade de chuvas nos principais estados produtores, al\u00e7ando-se um recorde hist\u00f3rico de produ\u00e7\u00e3o para o Pa\u00eds. Em fun\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os mais compensadores da soja, em rela\u00e7\u00e3o ao milho, os produtores devem ampliar as \u00e1reas de cultivo da leguminosa, que em 2019 deve representar 51,4% da safra total de gr\u00e3os do Pa\u00eds. Dentre os maiores produtores, o Mato Grosso, que em 2019 deve responder por 26,6% do total a ser produzido pelo Pa\u00eds, estima colher 31,0 milh\u00f5es de toneladas, decl\u00ednio de 2,0% em rela\u00e7\u00e3o a 2018, apesar de aumento de 0,7% na \u00e1rea a ser plantada. O Paran\u00e1, segundo maior produtor e respons\u00e1vel por 17,0% do total nacional, estima produzir 19,8 milh\u00f5es de toneladas, com aumento de 2,8%.<\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p><strong>Destaques na estimativa de outubro de 2018 em rela\u00e7\u00e3o a setembro<\/strong><\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p>No Levantamento Sistem\u00e1tico da Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola de outubro, destacaram-se as varia\u00e7\u00f5es nas seguintes estimativas de produ\u00e7\u00e3o, comparativamente ao m\u00eas de setembro: algod\u00e3o herb\u00e1ceo (2,6%), caf\u00e9 ar\u00e1bica (1,4%), caf\u00e9 canephora (4,0%), milho 2\u00aa safra (2,0%), soja (0,4%), feij\u00e3o 1\u00aa safra (-2,9%), feij\u00e3o 2\u00aa safra (-12,0%), feij\u00e3o 3\u00aa safra (-6,3%), milho 1\u00aa safra (-1,5%) e trigo (-0,7%).<\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p><strong>ALGOD\u00c3O HERB\u00c1CEO (em gr\u00e3o) \u2013<\/strong> Com o aumento de 2,6% no rendimento m\u00e9dio, a produ\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou 4,9 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 2,3% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Na Bahia, a produ\u00e7\u00e3o cresceu 9,2%, em decorr\u00eancia da maior produtividade das lavouras. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o cresceu 28,4%, com a \u00e1rea plantada e o rendimento m\u00e9dio aumentando 23,6% e 3,8%, respectivamente. Pre\u00e7os mais compensadores, em virtude do aumento da demanda internacional, maior emprego de tecnologia pelos produtores e clima favor\u00e1vel na Bahia e no Mato Grosso foram os respons\u00e1veis pela excelente safra de algod\u00e3o colhida pelo Pa\u00eds. Juntos, esses dois estados respondem por 89,9% da produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p><strong>CAF\u00c9 (em gr\u00e3o) \u2013<\/strong> A produ\u00e7\u00e3o brasileira de caf\u00e9 este ano foi mais um recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE. Ao todo, o Pa\u00eds deve produzir 3,5 milh\u00f5es de toneladas, ou 58,6 milh\u00f5es de sacas de 60kg, aumento de 2,0% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Para o <strong>caf\u00e9 ar\u00e1bica,<\/strong> a produ\u00e7\u00e3o estimada foi de 2,6 milh\u00f5es de toneladas, ou 43,7 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, aumento de 1,4% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em outubro, a Bahia reavaliou suas estimativas de produ\u00e7\u00e3o, estimando aumento de 51,2% no total a ser colhido. A produ\u00e7\u00e3o deve alcan\u00e7ar 108,8 mil toneladas, ou 1,8 milh\u00e3o de sacas de 60 kg, consolidando-se como quarto maior produtor do Pa\u00eds. Em rela\u00e7\u00e3o a 2017, a produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 ar\u00e1bica subiu 25,1%. A excelente safra decorreu da bienalidade positiva, ao clima mais chuvoso nas principais regi\u00f5es produtoras e aos maiores investimentos em tratos culturais realizados pelos produtores. Para o <strong>caf\u00e9 canephora,<\/strong> a produ\u00e7\u00e3o estimada, de 892,8 mil toneladas, ou 14,9 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, encontra-se 4,0% maior que a do m\u00eas anterior. Esp\u00edrito Santo e a Bahia, que respondem por 80,7% da produ\u00e7\u00e3o nacional esperam alta de 2,2% e 20,0%, respectivamente, em rela\u00e7\u00e3o a setembro.<\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p><strong>FEIJ\u00c3O (em gr\u00e3o) \u2013<\/strong> A safra colhida \u00e9 de 3,0 milh\u00f5es de toneladas, 6,6% menor que a do m\u00eas anterior. A cultura \u00e9 bastante sens\u00edvel \u00e0s varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, e a defici\u00eancia h\u00eddrica foi observada em v\u00e1rias Regi\u00f5es do Pa\u00eds. As maiores redu\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior foram observadas na Regi\u00e3o Nordeste (18,9%), com destaques para Pernambuco (49,3%), Alagoas (42,0%) e Bahia (30,5%). Na Regi\u00e3o Sudeste, o decl\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o foi de 8,4% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, com importantes quedas da produ\u00e7\u00e3o em Minas Gerais (12,9%) e Rio de Janeiro (11,6%). A <strong>1\u00aa safra de feij\u00e3o<\/strong> foi estimada em 1,5 milh\u00e3o de toneladas, queda de 2,9% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estimativa de setembro. As redu\u00e7\u00f5es da produ\u00e7\u00e3o ocorreram, principalmente, em Pernambuco (40,7% ou 19 299 toneladas) e em Minas Gerais (12,7% ou 27 494 toneladas). No Nordeste, foram os problemas clim\u00e1ticos que derrubaram as estimativas de produ\u00e7\u00e3o, enquanto que em Minas Gerais, a redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea plantada refletiu menor interesse dos produtores, em fun\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os do produto que se encontravam baixos. A <strong>2\u00aa safra de feij\u00e3o<\/strong> foi estimada em 1,0 milh\u00e3o de toneladas, decr\u00e9scimo de 12,0% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Ao todo, na passagem de setembro para outubro, houve decl\u00ednio de 136,5 mil toneladas na estimativa da produ\u00e7\u00e3o do feij\u00e3o dessa \u00e9poca. Houve redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o de segunda safra na Regi\u00e3o Nordeste (52,0%), com destaques para o Cear\u00e1 (19,8%), Pernambuco (56,3%), Alagoas (42,0%) e Bahia (74,6%), Regi\u00f5es Sudeste (9,9%), com destaques para Minas Gerais (11,6%) e Rio de Janeiro (21,3%). Pre\u00e7os pouco compensadores e problemas clim\u00e1ticos, notadamente, ocorr\u00eancias de chuvas abaixo do esperado, foram os principais respons\u00e1veis pelo decl\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o do feij\u00e3o segunda safra, que deve participar com 33,6% do total a ser colhido no Pa\u00eds. A estimativa da produ\u00e7\u00e3o da <strong>3\u00aa safra<\/strong> foi de 439,7 mil toneladas, 6,3% menor que no m\u00eas anterior. Em Minas Gerais, a estimativa de produ\u00e7\u00e3o apresentou retra\u00e7\u00e3o de 14,3%, com a \u00e1rea plantada e a \u00e1rea a ser colhida declinando 20,2% e o rendimento m\u00e9dio crescendo 7,4%. Pre\u00e7os pouco compensadores t\u00eam desestimulado os produtores a plantarem feij\u00e3o nesta \u00e9poca.<\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p><strong>MILHO (em gr\u00e3o) \u2013<\/strong> Em rela\u00e7\u00e3o a setembro, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o aumentou em 669,2 mil toneladas. Contudo, em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o encontra-se 17,9% menor. Em 2017, a produ\u00e7\u00e3o de milho do Brasil foi recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE, quando foram produzidas 99,5 milh\u00f5es de toneladas. A <strong>1\u00aa safra de milho<\/strong> encontra-se colhida. A produ\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou 25,9 milh\u00f5es de toneladas. No presente m\u00eas, houve retra\u00e7\u00e3o de 1,5%, notadamente, em fun\u00e7\u00e3o do decl\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o de Minas Gerais (8,7% ou 432.847 toneladas). Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o de milho 1\u00aa safra foi menor em 16,6%. Pre\u00e7os pouco compensadores, durante a \u00e9poca de plantio, influenciaram os produtores a ampliar as \u00e1reas de plantio de soja em detrimento do milho de ver\u00e3o.<\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p>Na maioria das Unidades da Federa\u00e7\u00e3o verificou-se atraso no plantio do <strong>milho 2\u00aa safra,<\/strong> uma vez que a colheita das safras de ver\u00e3o atrasou. Com isso, as lavouras de 2\u00aa safra ficaram mais expostas aos per\u00edodos de estiagem, comuns no fim da esta\u00e7\u00e3o das chuvas, sobretudo na por\u00e7\u00e3o Centro-Sul do Pa\u00eds. A produ\u00e7\u00e3o foi estimada em 55,8 milh\u00f5es de toneladas, cultivadas em 11,5 milh\u00f5es de hectares. A varia\u00e7\u00e3o mensal aponta aumento de 2,0% na estimativa da produ\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, havendo aumentos de 1,1% na \u00e1rea colhida e de 0,9% no rendimento m\u00e9dio. Os ajustes positivos foram influenciados, sobretudo, por Minas Gerais (10,9%), Mato Grosso do Sul (18,2%) e Goi\u00e1s (4,2%), enquanto que no Nordeste verificou-se decl\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o (39,3%), em decorr\u00eancia da falta de chuvas em alguns estados. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o de milho 2\u00aa safra encontra-se 18,5% menor.<\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p><strong>SOJA (em gr\u00e3o) \u2013<\/strong> A produ\u00e7\u00e3o brasileira de soja, na safra 2018, foi mais um recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE. No total, o Pa\u00eds colheu 117,7 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 2,4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Apesar do atraso das chuvas, por ocasi\u00e3o da \u00e9poca de plantio da safra ver\u00e3o, ap\u00f3s sua chegada, apenas na Regi\u00e3o Sul houve redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o (4,5%), em decorr\u00eancia de volumes pluviom\u00e9tricos menores. No presente m\u00eas, houve destaque para a produ\u00e7\u00e3o da Bahia que apresentou crescimento de 8,3% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Nas Regi\u00f5es Centro-Oeste e Sudeste e no \u201cMATOPIBA\u201d (Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia), a ocorr\u00eancia de chuvas abundantes e bem distribu\u00eddas proporcionaram o desenvolvimento favor\u00e1vel das lavouras, possibilitando aos estados a colheita de uma safra substancial.<\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n<p><strong>TRIGO (em gr\u00e3o) \u2013<\/strong> No Paran\u00e1, primeiro produtor brasileiro, estima-se uma produ\u00e7\u00e3o de 3,0 milh\u00f5es de toneladas, o que representa 50,9% do total nacional. A produ\u00e7\u00e3o e o rendimento m\u00e9dio apresentam quedas de 1,1% e 1,2%, respectivamente, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. As lavouras atravessam os est\u00e1gios finais, havendo colheita de 48% da \u00e1rea prevista de 1,1 milh\u00e3o de hectares. No Rio Grande do Sul, segundo maior produtor brasileiro, estima-se uma produ\u00e7\u00e3o de 2,1 milh\u00f5es de toneladas, representando 36,2% da produ\u00e7\u00e3o nacional. Pre\u00e7os pouco atrativos, baixa liquidez e problemas clim\u00e1ticos t\u00eam frequentemente afetado a produ\u00e7\u00e3o do trigo no Pa\u00eds. Apesar de alguns problemas clim\u00e1ticos, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o de 2018 \u00e9 de 5,8 milh\u00f5es de toneladas, 37,0% maior quando comparada \u00e0 safra de 2017, ano que o clima desfavor\u00e1vel prejudicou drasticamente a produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha e paranaense.<\/p>\n<p>&#013;<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/LSPA_release-1.jpg\" width=\"1067\" height=\"600\">&#013;<br \/>\n&#013;<br \/>\nFonte: IBGE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No primeiro progn\u00f3stico para a safra 2019, a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas foi estimada em 226,7 milh\u00f5es de toneladas, 0,2% abaixo da safra de 2018. Esta redu\u00e7\u00e3o deve-se \u00e0s quedas previstas para as regi\u00f5es Norte (-0,3%), Nordeste (-8,8%), Sudeste (-1,9%) Centro-Oeste (-1,4%). No Sul, at\u00e9 o momento espera-se crescimento de 4,1%. &#013; Estimativa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13331,"comment_status":"false","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[43],"class_list":["post-13330","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-infoeconomico-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13330","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13330"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13330\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13330"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13330"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13330"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}