{"id":13227,"date":"2018-11-05T15:27:05","date_gmt":"2018-11-05T17:27:05","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/para-alimentar-salmao-noruegues-soja-brasileira-desmata-e-explora-trabalho-escravo\/"},"modified":"2018-11-05T15:27:05","modified_gmt":"2018-11-05T17:27:05","slug":"para-alimentar-salmao-noruegues-soja-brasileira-desmata-e-explora-trabalho-escravo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/para-alimentar-salmao-noruegues-soja-brasileira-desmata-e-explora-trabalho-escravo\/","title":{"rendered":"Para alimentar salm\u00e3o noruegu\u00eas, soja brasileira desmata e explora trabalho escravo"},"content":{"rendered":"<p><html><body><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Principal produtora mundial de salm\u00e3o, a Noruega compra do Brasil maior parte da mat\u00e9ria-prima usada para alimentar seus cardumes. Todos os meses, milhares de toneladas de prote\u00edna de soja concentrada saem dos portos brasileiros e cruzam dez mil quil\u00f4metros do oceano Atl\u00e2ntico rumo aos tanques de peixes do pa\u00eds n\u00f3rdico. O problema \u00e9 que essa cadeia de neg\u00f3cios da soja brasileira est\u00e1 marcada por crimes ambientais e trabalhistas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Pelo menos tr\u00eas ind\u00fastrias brasileiras que se destacam como as principais exportadoras de soja para a Noruega \u2013 Caramuru, Imcopa e Selecta \u2013 t\u00eam, entre seus fornecedores, fazendeiros que foram flagrados com trabalho escravo, desmatamento ilegal e conflitos de terra. Os crimes foram descobertos a partir de uma investiga\u00e7\u00e3o realizada pela <\/span><b>Rep\u00f3rter Brasil<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> em parceria com as ONGs norueguesas <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Future In Our<\/span><\/i> <i><span style=\"font-weight: 400\">Hands<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Rainforest Foundation<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span> <\/p>\n<div id=\"attachment_36562\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-36562 size-full\" src=\"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/IMG_0339.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"450\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Planta\u00e7\u00e3o de soja por entre regi\u00f5es de mata nativa; empresas que exportam para a Noruega compram o gr\u00e3o de fazendeiros que j\u00e1 cometeram crimes ambientais. (Foto: Pedro Biondi)<\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Um dos problemas encontrados \u00e9 a presen\u00e7a de fornecedores produzindo em \u00e1reas embargadas pelo Ibama por crimes ambientais. \u201cVemos pela primeira vez que a aquicultura norueguesa usa soja que pode estar ligada ao desmatamento\u201d, ressaltou o gerente geral da <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Rainforest Foundation<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, \u00d8yvind Eggen, em <\/span><a href=\"https:\/\/www.dagbladet.no\/nyheter\/de-leverer-til-norges-oppdrettsgiganter-na-knyttes-de-til-rystende-anklager\/70304652\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">reportagem sobre a pesquisa<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> publicada pelo jornal \u00a0noruegu\u00eas Dagbladet. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A investiga\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m identificou um caso de trabalho escravo em um fornecedor da C.Vale, cooperativa produtora de soja que vende para Imcopa, que por sua vez produz prote\u00edna de soja concentrada para a ind\u00fastria de salm\u00e3o na Noruega.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em 2012, nove trabalhadores foram resgatados em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 escravid\u00e3o na Fazenda Alto da Mata, de propriedade de Luiz Bononi e localizada em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Claro, em Mato Grosso. Bononi forneceu soja \u00e0 cooperativa C.Vale inclusive no per\u00edodo em que esteve na \u201clista suja\u201d do trabalho escravo \u2013 documento do Minist\u00e9rio do Trabalho que lista os produtores flagrados com o crime. A lista \u00e9 usada como refer\u00eancia por diversas empresas comprometidas em restringir rela\u00e7\u00f5es comerciais com empregadores flagrados usando m\u00e3o-de-obra escrava.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O fazendeiro Bononi n\u00e3o foi localizado pela reportagem. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Outro problema da C.Vale, segundo a investiga\u00e7\u00e3o, \u00e9 que ela estaria envolvida em casos de produ\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o em terras Guarani e Kaiow\u00e1, no Mato Grosso do Sul. Segundo ind\u00edgenas ouvidos pela <\/span><b>Rep\u00f3rter Brasil<\/b><span style=\"font-weight: 400\">, na Terra Ind\u00edgena Panambizinho, o cultivo do gr\u00e3o acontece por meio de arrendamentos de terra para pessoas de fora da comunidade \u2013 arranjo considerado ilegal pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal. O ind\u00edgena e ativista de direitos humanos Anast\u00e1cio Peralta, morador de Panambizinho, diz que o cultivo do gr\u00e3o \u00e9 o maior problema atual da comunidade. Peralta afirma que a soja se tornou o principal cultivo das terras de Panambizinho, e que apenas tr\u00eas ou quatro fam\u00edlias priorizam o plantio de itens alimentares.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A aplica\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos nas lavouras locais, diz ele, j\u00e1 afeta a qualidade do meio ambiente, inclusive prejudicando o plantio das ro\u00e7as org\u00e2nicas tradicionais. Para o ind\u00edgena, a situa\u00e7\u00e3o afeta a soberania alimentar na comunidade e incentiva o sedentarismo. \u201cAntes o pessoal plantava, tinha sua rocinha, sua alimenta\u00e7\u00e3o mais saud\u00e1vel. Hoje, a maioria s\u00f3 arrenda, n\u00e3o cultiva junto.\u201d O plantio destinado \u00e0 C.Vale tamb\u00e9m se daria em fazendas reivindicadas como parte da Terra Ind\u00edgena Dourados Amambaipegu\u00e1 I.<\/span> <\/p>\n<div id=\"attachment_36560\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-36560 size-full\" src=\"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/AnastacioIMG_0705.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"450\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">\u201cAntes o pessoal plantava, tinha sua rocinha, sua alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. Hoje, a maioria s\u00f3 arrenda\u201d, afirma o ind\u00edgena e ativista de direitos humanos Anast\u00e1cio Peralta, sobre os impactos do cultivo da soja nas comunidades Guarani e Kaiow\u00e1. (Foto: Pedro Biondi)<\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sobre o caso do flagrante de trabalho escravo, a C.Vale afirmou que \u201clegalmente n\u00e3o cabe \u00e0 cooperativa fiscalizar terceiros sobre o cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o em vigor\u201d e que \u201corienta e oferece treinamento aos associados sobre as legisla\u00e7\u00f5es que envolvem a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, entre as quais quest\u00f5es ambientais, trabalhistas e de seguran\u00e7a no trabalho\u201d. A <\/span><b>Rep\u00f3rter Brasil<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> tamb\u00e9m enviou perguntas \u00e0 Imcopa sobre seu relacionamento comercial com a cooperativa e sobre os problemas identificados. A ind\u00fastria, no entanto, n\u00e3o respondeu.<\/span><!--nextpage--><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A C.Vale afirmou ainda que \u201cn\u00e3o possui pol\u00edticas para comercializa\u00e7\u00e3o de insumos dentro de \u00e1reas ind\u00edgenas\u201d. Sobre lit\u00edgios de terra com grupos ind\u00edgenas envolvendo cooperados, diz que \u201cn\u00e3o pode interferir nesses conflitos, seja por n\u00e3o estar diretamente envolvida, seja por n\u00e3o deter atribui\u00e7\u00e3o legal para isso\u201d.\u00a0<\/span> <\/p>\n<h1><span style=\"font-weight: 400\">Quando a soja alimenta conflitos fundi\u00e1rios<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m de crimes ambientais e do flagrante com trabalho escravo, h\u00e1 conflitos fundi\u00e1rios e outros problemas trabalhistas na cadeia de produ\u00e7\u00e3o das empresas que exportam soja para a Noruega.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Um dos fornecedores do gr\u00e3o para a Caramuru e a Selecta s\u00e3o os sojicultores Sadi Luiz Piccinin J\u00fanior e seu pai, Sadi Luiz Piccinin. Em 2013, a Pol\u00edcia Federal apreendeu agrot\u00f3xicos proibidos na Fazenda Serra Vermelha, controlada pela fam\u00edlia Piccinin em Dom Aquino, no Mato Grosso. No ano seguinte, em uma outra fazenda da fam\u00edlia, em Campos de J\u00falio (MT), o Minist\u00e9rio do Trabalho identificou 10 trabalhadores sem carteira assinada e a aplica\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos sem os equipamentos de prote\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3rios \u2013 uma grave amea\u00e7a \u00e0 sa\u00fade dos funcion\u00e1rios.<\/span> <\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cAgora vemos pela primeira vez que a aquicultura norueguesa usa soja que pode estar ligada ao desmatamento\u201d, ressaltou o gerente geral da Rainforest Foundation, \u00a0\u00d8yvind Eggen<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A fam\u00edlia tamb\u00e9m esteve envolvida em um conflito por terras em Campos de J\u00falio. Piccinin Junior \u00e9 acusado de ter ocupado ilegalmente, com seu pai, uma \u00e1rea localizada dentro do assentamento Nova Juruena. Ele \u00e9 r\u00e9u em uma a\u00e7\u00e3o movida por uma associa\u00e7\u00e3o que representa os trabalhadores rurais.<\/span> <\/p>\n<div id=\"attachment_36561\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-36561 size-full\" src=\"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/foto3.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"450\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Um dos fornecedores da soja para a exporta\u00e7\u00e3o foi flagrado com o uso de agrot\u00f3xicos n\u00e3o autorizados (Foto: Pedro Biondi)<\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Procurados, a Selecta e a fam\u00edlia Piccinin n\u00e3o deram retorno \u00e0s perguntas encaminhadas pela <\/span><b>Rep\u00f3rter Brasil<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. A Caramuru disse que, a respeito do uso de agrot\u00f3xicos n\u00e3o autorizados pelo fornecedor, n\u00e3o participa do processo decis\u00f3rio sobre os produtos aplicados nas fazendas. Disse ainda que a responsabilidade quanto a isso \u201c\u00e9 do produtor, do vendedor de insumos, do t\u00e9cnico que faz prescri\u00e7\u00f5es, da empresa que fabrica e vende e do \u00f3rg\u00e3o regulador.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A empresa afirmou ainda que quest\u00f5es trabalhistas internas \u00e0s fazendas fornecedoras requerem a fiscaliza\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3o oficiais ou da sociedade civil, \u201cde modo a identificar irregularidades\u201d. Sobre os conflitos fundi\u00e1rios, a Caramuru ressalta que \u201cinfelizmente n\u00e3o h\u00e1 uma fonte p\u00fablica e oficial que permita consultar, de forma eficaz, consolidada e preferencialmente automatizada, os conflitos no campo\u201d. Al\u00e9m disso, alegou possuir uma \u201cpol\u00edtica robusta e procedimentos rigorosos\u201d para aprovar compras de gr\u00e3os de acordo com crit\u00e9rios ambientais, que incluem a consulta de dados de sat\u00e9lite sobre desmatamento recente e informa\u00e7\u00f5es das fiscaliza\u00e7\u00f5es do Ibama.\u00a0<\/span> <\/p>\n<h1><span style=\"font-weight: 400\">Certifica\u00e7\u00e3o confidencial<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As empresas que exportam prote\u00edna de soja concentrada para a Noruega possuem certifica\u00e7\u00e3o ProTerra, um selo de boas pr\u00e1ticas voltado ao mercado de soja n\u00e3o-transg\u00eanica. Toda a produ\u00e7\u00e3o vendida \u00e0quele pa\u00eds passa pelo crivo da certifica\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a Noruega pro\u00edbe a importa\u00e7\u00e3o de soja geneticamente modificada. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m de garantir a origem n\u00e3o-transg\u00eanica da mat\u00e9ria-prima, o selo possui crit\u00e9rios de sustentabilidade social, ambiental e trabalhista. S\u00e3o feitas auditorias por amostragem na cadeia produtiva dos exportadores para garantir que as fazendas est\u00e3o respeitando os padr\u00f5es do certificado.<\/span> <\/p>\n<div id=\"attachment_36563\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-36563 size-full\" src=\"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/IMG_02030.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"450\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Al\u00e9m de crimes ambientais e do flagrante com trabalho escravo, h\u00e1 produtores do gr\u00e3o envolvidos em conflitos fundi\u00e1rios. (Foto: pedro Biondi)<\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A <\/span><b>Rep\u00f3rter Brasil<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> entrou em contato com a ProTerra Foundation, organiza\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pelo selo, e perguntou se os sojicultores identificados pela investiga\u00e7\u00e3o, envolvidos em crimes e conflitos socioambientais, eram produtores certificados. \u201cA informa\u00e7\u00e3o das fazendas auditadas \u00e9 confidencial por cl\u00e1usula contratual\u201d, informou por email Augusto Freire, chairman da ProTerra Foundation. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sem dar nomes, a ProTerra afirmou ainda que apenas um dos sojicultores citados havia sido auditado nos \u00faltimos cinco anos. Na ocasi\u00e3o, n\u00e3o foram encontradas viola\u00e7\u00f5es trabalhistas, de direitos humanos ou problemas ambientais, segundo a funda\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O relat\u00f3rio completo (em ingl\u00eas) pode ser acessado <a href=\"https:\/\/d5i6is0eze552.cloudfront.net\/documents\/Publikasjoner\/Andre-rapporter\/Salmon-on-soy-beans-deforestation-and-land-conflict-in-Brazil.pdf?mtime=20181029093010\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2018\/11\/para-alimentar-salmao-noruegues-soja-brasileira-desmata-e-explora-trabalho-escravo\/\">Para alimentar salm\u00e3o noruegu\u00eas, soja brasileira desmata e explora trabalho escravo<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\">Rep\u00f3rter Brasil<\/a>.&#13;<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/IMG_0339-1.jpg\" width=\"0\" height=\"0\">&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\nFonte: Reporter Brasil<\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Principal produtora mundial de salm\u00e3o, a Noruega compra do Brasil maior parte da mat\u00e9ria-prima usada para alimentar seus cardumes. 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