{"id":12168,"date":"2018-10-08T12:27:26","date_gmt":"2018-10-08T15:27:26","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/por-que-diferenca-de-temperatura-entre-atlantico-e-pacifico-aumentou-inundacoes-extremas-do-rio-amazonas\/"},"modified":"2018-10-08T12:27:26","modified_gmt":"2018-10-08T15:27:26","slug":"por-que-diferenca-de-temperatura-entre-atlantico-e-pacifico-aumentou-inundacoes-extremas-do-rio-amazonas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/por-que-diferenca-de-temperatura-entre-atlantico-e-pacifico-aumentou-inundacoes-extremas-do-rio-amazonas\/","title":{"rendered":"Por que diferen\u00e7a de temperatura entre Atl\u00e2ntico e Pac\u00edfico aumentou inunda\u00e7\u00f5es extremas do rio Amazonas"},"content":{"rendered":"<p><html><body><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-660\">&#13; <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"No in&#xED;cio do s&#xE9;culo 20, cheias extremas do Amazonas ocorriam a cada 20 anos; hoje, acontecem a cada quatro (Foto: JOCHEN SCHONGART\/INPA\/BBC)\" height=\"371\" id=\"http:\/\/edg2.admin.globoi.com\/photo\/f5ff3fd2-ea6a-4aa1-ad3d-ae33991ba249\" src=\"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/103768398_69a42d04-ce86-459f-b91d-39f5fb89984a.jpg\" title=\"No in&#xED;cio do s&#xE9;culo 20, cheias extremas do Amazonas ocorriam a cada 20 anos; hoje, acontecem a cada quatro (Foto: JOCHEN SCHONGART\/INPA\/BBC)\" width=\"660\"\/><label class=\"foto-legenda\">No in\u00edcio do s\u00e9culo 20, cheias extremas do Amazonas ocorriam a cada 20 anos; hoje, acontecem a cada quatro (Foto: JOCHEN SCHONGART\/INPA\/BBC)<\/label><\/div>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13; \u00a0&#13; <\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-88\">&#13; <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Assinatura BBC topo (Foto: BBC)\" height=\"21\" id=\"891312b9-7aa3-4dc5-b206-186bed263e9b\" src=\"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/bbcassinatura.jpg\" title=\"Assinatura BBC topo (Foto: BBC)\" width=\"88\"\/><\/div>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13; \u00a0&#13;<\/p>\n<p>&#13; Algo preocupante est\u00e1 acontecendo no rio Amazonas, segundo um novo estudo. As inunda\u00e7\u00f5es extremas causadas pelas enchentes do rio quintuplicaram nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas. E a explica\u00e7\u00e3o para este fen\u00f4meno est\u00e1 em uma importante diferen\u00e7a entre o oceano Atl\u00e2ntico e o oceano Pac\u00edfico, na altura da linha do Equador, segundo os cientistas.&#13;<\/p>\n<p>&#13; Os pesquisadores primeiro analisaram os registros dos n\u00edveis do rio Negro em seu encontro com o Amazonas, que foram computados em Manaus durante mais de um s\u00e9culo.&#13;<\/p>\n<p>&#13; &#8220;Em 1902, uma r\u00e9gua foi colocada no leito do rio Negro e se come\u00e7ou a medir seu n\u00edvel diariamente, j\u00e1 que isso \u00e9 representativo do bra\u00e7o principal do Amazonas&#8221;, explicou \u00e0 BBC News Mundo, o servi\u00e7o em espanhol da BBC, o especialista em clima Jonathan Barichivich, da Universidade Austral do Chile, l\u00edder do estudo.&#13;<\/p>\n<p>&#13; &#8220;Esse registro se manteve at\u00e9 o presente e \u00e9 o registro mais longo dos rios da Amaz\u00f4nia.&#8221;&#13;<\/p>\n<p>&#13; Os registros detalhados permitiram constatar que a frequ\u00eancias das inunda\u00e7\u00f5es extremas havia aumentado de forma dram\u00e1tica. Na primeira parte do s\u00e9culo 20, esses eventos aconteciam aproximadamente uma vez a cada duas d\u00e9cadas.&#13;<\/p>\n<p>&#13; Mas, segundo Barichivich e seus colegas do Brasil, da Inglaterra, da Fran\u00e7a e do Peru, as inunda\u00e7\u00f5es extremas do Amazonas ocorrem agora pelo menos uma vez a cada quatro anos.&#13;<\/p>\n<p>&#13; O estudo foi divulgado na revista Science Advances.&#13;<\/p>\n<p>&#13; <strong>A r\u00e9gua de Manaus<\/strong><br \/>&#13; De acordo com o pesquisador, o Amazonas tem, todos os anos, uma varia\u00e7\u00e3o em seu n\u00edvel porque h\u00e1 uma esta\u00e7\u00e3o chuvosa e outra seca.&#13;<\/p>\n<p>&#13; &#8220;Ou seja, todos os anos o rio sobe e h\u00e1 inunda\u00e7\u00f5es. Isso \u00e9 normal&#8221;, explica.&#13; <\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-624\">&#13; <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"'Quando o rio ultrapassa o n&#xED;vel de 29 metros na r&#xE9;gua, Manaus come&#xE7;a a inundar, e &#xE9; a&#xED; que se declara o estado de emerg&#xEA;ncia', diz o pesquisador chileno Jonathan Barichivich (Foto: JOCHEN SHONGART\/INPA\/BBC)\" height=\"351\" id=\"http:\/\/edg2.admin.globoi.com\/photo\/eeb4d20e-56a6-409a-966b-3e73a53acc2f\" src=\"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/103761326_0b4e8aef-3540-4210-9eb1-c230a73fab65.jpg\" title=\"'Quando o rio ultrapassa o n&#xED;vel de 29 metros na r&#xE9;gua, Manaus come&#xE7;a a inundar, e &#xE9; a&#xED; que se declara o estado de emerg&#xEA;ncia', diz o pesquisador chileno Jonathan Barichivich (Foto: JOCHEN SHONGART\/INPA\/BBC)\" width=\"624\"\/><label class=\"foto-legenda\">&#8216;Quando o rio ultrapassa o n\u00edvel de 29 metros na r\u00e9gua, Manaus come\u00e7a a inundar, e \u00e9 a\u00ed que se declara o estado de emerg\u00eancia&#8217;, diz o pesquisador chileno Jonathan Barichivich (Foto: JOCHEN SHONGART\/INPA\/BBC)<\/label><\/div>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13; \u00a0&#13;<\/p>\n<p>&#13; No entanto, &#8220;quando o rio ultrapassa um n\u00edvel de 29 metros na r\u00e9gua, a cidade de Manaus come\u00e7a a inundar, e \u00e9 a\u00ed que se declara o estado de emerg\u00eancia&#8221;.&#13;<\/p>\n<p>&#13; &#8220;Por isso dizemos que, se o rio ultrapassa esse n\u00edvel, a inunda\u00e7\u00e3o \u00e9 extrema&#8221;, disse.&#13;<\/p>\n<p>&#13; Por outro lado, os pesquisadores j\u00e1 sabiam que o ciclo hidrol\u00f3gico da bacia do Amazonas estava se intensificando &#8211; a esta\u00e7\u00e3o seca est\u00e1 se tornando mais seca e a esta\u00e7\u00e3o chuvosa, mais chuvosa. Mas por qu\u00ea?&#13;<\/p>\n<p>&#13; <strong>Temperaturas diferentes<\/strong><br \/>&#13; &#8220;Encontrar a causa foi o que nos tomou mais tempo&#8221;, admitiu Barichivich.&#13;<\/p>\n<p>&#13; &#8220;\u00c9 preciso entender como funciona o sistema clim\u00e1tico da bacia do Amazonas. E o que est\u00e1 acontecendo \u00e9 que, no contexto do clima tropical, houve uma mudan\u00e7a forte desde 1998: o Pac\u00edfico tropical esfriou muito r\u00e1pido, enquanto que o Atl\u00e2ntico tropical esquentou muito r\u00e1pido.&#8221;&#13; <\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-624\">&#13; <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"'Houve uma mudan&#xE7;a forte desde 1998: o Pac&#xED;fico tropical esfriou muito r&#xE1;pido, enquanto o Atl&#xE2;ntico tropical esquentou muito r&#xE1;pido' (Foto: GETTY IMAGES\/BBC)\" height=\"351\" id=\"http:\/\/edg2.admin.globoi.com\/photo\/6d5d91c9-7d78-44df-a9c8-8e212f2e8fb0\" src=\"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/103535088_mapa1.jpg\" title=\"'Houve uma mudan&#xE7;a forte desde 1998: o Pac&#xED;fico tropical esfriou muito r&#xE1;pido, enquanto o Atl&#xE2;ntico tropical esquentou muito r&#xE1;pido' (Foto: GETTY IMAGES\/BBC)\" width=\"624\"\/><label class=\"foto-legenda\">&#8216;Houve uma mudan\u00e7a forte desde 1998: o Pac\u00edfico tropical esfriou muito r\u00e1pido, enquanto o Atl\u00e2ntico tropical esquentou muito r\u00e1pido&#8217; (Foto: GETTY IMAGES\/BBC)<\/label><\/div>\n<p>&#13;<!--nextpage--><\/p>\n<p>&#13; \u00a0&#13;<\/p>\n<p>&#13; Os pesquisadores at\u00e9 agora n\u00e3o tinham uma vis\u00e3o clara de como essa mudan\u00e7a nas temperaturas do oceanos estavam afetando o ciclo de chuvas e inunda\u00e7\u00f5es nos tr\u00f3picos.&#13;<\/p>\n<p>&#13; Mas o estudo conclui que o aumento das chuvas que causam as enchentes se deve \u00e0 acelera\u00e7\u00e3o de uma corrente atmosf\u00e9rica chamada &#8220;circula\u00e7\u00e3o de Walker&#8221;, que conecta ambos os oceanos &#8220;como uma ponte atmosf\u00e9rica&#8221;.&#13;<\/p>\n<p>&#13; &#8220;A circula\u00e7\u00e3o de Walker \u00e9 uma corrente atmosf\u00e9rica (composta de ar e vapor d&#8217;\u00e1gua) tropical que vai de leste a oeste e se movimenta por causa das diferen\u00e7as de temperatura e de press\u00e3o entre os oceanos&#8221;, explica.&#13;<\/p>\n<p>&#13; &#8220;O Pac\u00edfico estava esfriando muito rapidamente e o Atl\u00e2ntico, esquentando muito rapidamente. Como h\u00e1 uma diferen\u00e7a maior de temperatura entre os dois oceanos, a circula\u00e7\u00e3o e o transporte do vapor de \u00e1gua entre eles ficam mais acelerados.&#8221;&#13;<\/p>\n<p>&#13; &#8220;Na Amaz\u00f4nia, h\u00e1 uma zona onde este ar ascende e, como a circula\u00e7\u00e3o de ar se acelera, h\u00e1 mais convec\u00e7\u00e3o &#8211; ou seja, h\u00e1 mais chuva durante a esta\u00e7\u00e3o chuvosa e os n\u00edveis dos rios sobem mais r\u00e1pido&#8221;, afirma.&#13;<\/p>\n<p>&#13; Para Manuel Gloor, professor do Departamento de Geografia da Universidade de Leeds, na Inglaterra, e outro dos autores do estudo, o efeito desta acelera\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o de Walker \u00e9 &#8220;aproximadamente o oposto do que ocorre durante um evento de El Ni\u00f1o&#8221;.&#13;<\/p>\n<p>&#13; &#8220;Em vez de causar secas, h\u00e1 mais chuvas intensas na parte norte e na parte central da bacia amaz\u00f4nica&#8221;, disse \u00e0 BBC News Mundo.&#13;<\/p>\n<p>&#13; <strong>A &#8216;for\u00e7a extra&#8217; do Atl\u00e2ntico<\/strong><br \/>&#13; O oceano Pac\u00edfico tem oscila\u00e7\u00f5es naturais, com uma fase quente e outra fria que duram v\u00e1rias d\u00e9cadas. Atualmente estamos saindo de uma fase fria.&#13;<\/p>\n<p>&#13; No entanto, os cientistas tamb\u00e9m descobriram um fen\u00f4meno surpreendente nesta complexa cadeia de eventos oce\u00e2nicos e atmosf\u00e9ricos.&#13; <\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-624\">&#13; <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"A diferen&#xE7;a de temperatura entre Atl&#xE2;ntico e Pac&#xED;fico acelera o transporte de vapor de &#xE1;gua para a atmosfera na Amaz&#xF4;nia e causa mais chuvas (Foto: GETTY IMAGES\/BBC)\" height=\"351\" id=\"http:\/\/edg2.admin.globoi.com\/photo\/522435ed-452d-4353-bafa-171fb1361a43\" src=\"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/103535089_oceano.jpg\" title=\"A diferen&#xE7;a de temperatura entre Atl&#xE2;ntico e Pac&#xED;fico acelera o transporte de vapor de &#xE1;gua para a atmosfera na Amaz&#xF4;nia e causa mais chuvas (Foto: GETTY IMAGES\/BBC)\" width=\"624\"\/><label class=\"foto-legenda\">A diferen\u00e7a de temperatura entre Atl\u00e2ntico e Pac\u00edfico acelera o transporte de vapor de \u00e1gua para a atmosfera na Amaz\u00f4nia e causa mais chuvas (Foto: GETTY IMAGES\/BBC)<\/label><\/div>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13; \u00a0&#13;<\/p>\n<p>&#13; Agora se sabe tamb\u00e9m que o Atl\u00e2ntico desempenhou um papel crucial no r\u00e1pido esfriamento do Pac\u00edfico.&#13;<\/p>\n<p>&#13; &#8220;Sabemos que o Atl\u00e2ntico teve esse papel central porque os modelos de clima indicam que ele fez com que o Pac\u00edfico esfriasse mais do que deveria apenas pela variabilidade natural&#8221;, diz Barichivich.&#13;<\/p>\n<p>&#13; &#8220;\u00c9 como uma for\u00e7a extra, e grande parte desse esfriamento do Pac\u00edfico se deve ao aquecimento do Atl\u00e2ntico.&#8221;&#13;<\/p>\n<p>&#13; Por isso, outra das perguntas-chave para os climatologistas \u00e9: a que se deve o r\u00e1pido aumento de temperatura no Atl\u00e2ntico?&#13;<\/p>\n<p>&#13; Em parte, esse aumento se explica porque o oceano Atl\u00e2ntico &#8220;est\u00e1 em uma fase quente natural de v\u00e1rias d\u00e9cadas&#8221;, segundo o pesquisador chileno.&#13;<\/p>\n<p>&#13; Al\u00e9m disso, diz ele, o Atl\u00e2ntico &#8220;recebe o impacto do aquecimento global&#8221;.&#13; <\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-624\">&#13; <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Aquecimento global e gases estufa t&#xEA;m efeitos diretos e indiretos sobre as chuvas amaz&#xF4;nicas, que incluem at&#xE9; um 'portal entre os oceanos Atl&#xE2;ntico e &#xCD;ndico' (Foto: JOCHEN SCHONGART\/INPA\/BBC)\" height=\"351\" id=\"http:\/\/edg2.admin.globoi.com\/photo\/3eeff908-7c60-4ecf-8f1f-ec5cdb9ef301\" src=\"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/103761327_8fef738c-04f6-4bfa-a076-ead334f5a60d.jpg\" title=\"Aquecimento global e gases estufa t&#xEA;m efeitos diretos e indiretos sobre as chuvas amaz&#xF4;nicas, que incluem at&#xE9; um 'portal entre os oceanos Atl&#xE2;ntico e &#xCD;ndico' (Foto: JOCHEN SCHONGART\/INPA\/BBC)\" width=\"624\"\/><label class=\"foto-legenda\">Aquecimento global e gases estufa t\u00eam efeitos diretos e indiretos sobre as chuvas amaz\u00f4nicas, que incluem at\u00e9 um &#8216;portal entre os oceanos Atl\u00e2ntico e \u00cdndico&#8217; (Foto: JOCHEN SCHONGART\/INPA\/BBC)<\/label><\/div>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13; \u00a0&#13;<\/p>\n<p>&#13; Por um lado, a mudan\u00e7a clim\u00e1tica impacta no Atl\u00e2ntico de forma direta, devido ao aumento da temperatura do oceano por efeito dos gases do efeito estufa. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m um impacto indireto da mudan\u00e7a clim\u00e1tica.&#13;<\/p>\n<p>&#13; &#8220;Acreditamos que parte do aquecimento do Atl\u00e2ntico se deve \u00e0 passagem das \u00e1guas do oceano \u00cdndico, que tamb\u00e9m esquentou muito rapidamente.&#8221;&#13;<\/p>\n<p>&#13; De acordo com Manuel Gloor, essa passagem se d\u00e1 atrav\u00e9s de redemoinhos da corrente oce\u00e2nica Agulhas, que transporta \u00e1gua quente do oceano \u00cdndico na dire\u00e7\u00e3o sul at\u00e9 o extremo sul da \u00c1frica. Quando eles alcan\u00e7am o oceano Atl\u00e2ntico, podem ser transportados at\u00e9 o Atl\u00e2ntico tropical.&#13;<!--nextpage--><\/p>\n<p>&#13; &#8220;Mas esta chegada ao Atl\u00e2ntico s\u00f3 foi poss\u00edvel recentemente, porque os cintur\u00f5es de vento do hemisf\u00e9rio Sul se moveram mais para o sul, possivelmente por causa do aquecimento global e do buraco na camada de Oz\u00f4nio&#8221;, afirma.&#13;<\/p>\n<p>&#13; &#8220;Esta mudan\u00e7a nos ventos abriu uma comporta do oceano \u00cdndico para o Atl\u00e2ntico.&#8221;&#13;<\/p>\n<p>&#13; <strong>A possibilidade de prever as inunda\u00e7\u00f5es na Amaz\u00f4nia<\/strong><br \/>&#13; Para Barichivich, a mensagem do estudo \u00e9 que &#8220;o que acontece com o Atl\u00e2ntico tropical tem um papel muito importante para a Amaz\u00f4nia, tanto para secas como para inunda\u00e7\u00f5es extremas&#8221;.&#13;<\/p>\n<p>&#13; Mas \u00e9 importante para comunidades e autoridades saberem que &#8220;o contraste de temperaturas entre o Pac\u00edfico e o Atl\u00e2ntico tropical pode ser previsto com at\u00e9 tr\u00eas anos de anteced\u00eancia nos modelos de previs\u00e3o clim\u00e1tica&#8221;.&#13;<\/p>\n<p>&#13; Para efeitos de compara\u00e7\u00e3o, o fen\u00f4meno El Ni\u00f1o no Pac\u00edfico tropical s\u00f3 pode ser previsto cerca de um ano antes.&#13; <\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-624\">&#13; <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"O contraste das temperaturas do Pac&#xED;fico e do Atl&#xE2;ntico tropical pode ser previsto at&#xE9; tr&#xEA;s anos antes, o que permite melhorar a prepara&#xE7;&#xE3;o para as cheias extremas (Foto: JOCHEN SCHONGART\/INPA\/BBC)\" height=\"351\" id=\"http:\/\/edg2.admin.globoi.com\/photo\/98ff1258-e0b8-482d-8e21-8cfc10c47259\" src=\"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/103768399_c810df65-f627-4960-9e94-5184a078c63d.jpg\" title=\"O contraste das temperaturas do Pac&#xED;fico e do Atl&#xE2;ntico tropical pode ser previsto at&#xE9; tr&#xEA;s anos antes, o que permite melhorar a prepara&#xE7;&#xE3;o para as cheias extremas (Foto: JOCHEN SCHONGART\/INPA\/BBC)\" width=\"624\"\/><label class=\"foto-legenda\">O contraste das temperaturas do Pac\u00edfico e do Atl\u00e2ntico tropical pode ser previsto at\u00e9 tr\u00eas anos antes, o que permite melhorar a prepara\u00e7\u00e3o para as cheias extremas (Foto: JOCHEN SCHONGART\/INPA\/BBC)<\/label><\/div>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13; \u00a0&#13;<\/p>\n<p>&#13; Para o climatologista chileno, a possibilidade de antecipar a diferen\u00e7a de temperatura entre os oceanos &#8220;nos d\u00e1 uma oportunidade de melhorar a previs\u00e3o das inunda\u00e7\u00f5es extremas&#8221;.&#13;<\/p>\n<p>&#13; No momento, o que est\u00e1 em jogo com estas previs\u00f5es \u00e9 a seguran\u00e7a de milhares de pessoas.&#13;<\/p>\n<p>&#13; &#8220;O impacto das inunda\u00e7\u00f5es \u00e9 desastroso para as cidades e comunidades ribeirinhas. Pensem que a Amaz\u00f4nia foi povoada atrav\u00e9s de rios que s\u00e3o como estradas&#8221;, diz Barichivich.&#13;<\/p>\n<p>&#13; &#8220;Um dos maiores problemas, pelo menos em Manaus, \u00e9 que o rio pode ficar acima de 29 metros durante 60 dias ou mais. Nesse per\u00edodo, as pessoas sequer conseguem voltar para suas casas. E isso acontece com cada vez mais frequ\u00eancia.&#8221;&#13; <\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-50\">&#13; <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Assinatura BBC footer (Foto: BBC)\" height=\"16\" id=\"0f859979-c257-4ce6-8cd9-99a9f7da92b3\" src=\"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/bbc_footer_sJkmJ5D.jpg\" title=\"Assinatura BBC footer (Foto: BBC)\" width=\"50\"\/><\/div>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t\u00a0&#13;<\/p>\n<div class=\"youtube componente_materia\">&#13;<br \/>\n\t&#13;<br \/>\n!function(s,e,n,c,r){if(r=s._ns_bbcws=s._ns_bbcws||r,s[r]||(s[r+&#8221;_d&#8221;]=s[r+&#8221;_d&#8221;]||[ ],s[r]=function(){s[r+&#8221;_d&#8221;].push(arguments)},s[r].sources=[]),c&amp;&amp;0&gt;s[r].sources.indexOf(c)){var t=e.createElement(n);t.async=1,t.src=c;var a=e.getElementsByTagName(n)[0];a.parentNode.insertBefore(t,a),s[r].sources.push(c) }} &#13;<br \/>\n(window,document,&#8221;script&#8221;,&#8221;https:\/\/news.files.bbci.co.uk\/ws\/partner-analytics\/js\/pageTracker.min.js&#8221;,&#8221;s_bbcws&#8221;);&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\ns_bbcws(&#8216;partner&#8217;, &#8216;epocanegocios.globo.com&#8217;);&#13;<br \/>\ns_bbcws(&#8216;language&#8217;, &#8216;portuguese&#8217;);&#13;<br \/>\ns_bbcws(&#8216;track&#8217;, &#8216;pageView&#8217;);&#13;<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\" height=\"204\" width=\"320\" border=\"0\" alt=\"\"\/><\/div>\n<p>&#13;<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/103768398_69a42d04-ce86-459f-b91d-39f5fb89984a-1.jpg\" width=\"660\" height=\"371\">&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\nFonte: Editora Globo &#8211; Not\u00edcias gerais<\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#13; No in\u00edcio do s\u00e9culo 20, cheias extremas do Amazonas ocorriam a cada 20 anos; hoje, acontecem a cada quatro (Foto: JOCHEN SCHONGART\/INPA\/BBC) &#13; &#13; \u00a0&#13; &#13; &#13; &#13; \u00a0&#13; &#13; Algo preocupante est\u00e1 acontecendo no rio Amazonas, segundo um novo estudo. As inunda\u00e7\u00f5es extremas causadas pelas enchentes do rio quintuplicaram nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas. 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