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Mercado cripto vai a US$ 1,8 trilhão com altas seguidas do bitcoin


Por   /  20 de fevereiro de 2021  /  Sem comentários

Royalty free/Getty ImagesO preço do bitcoin atingiu hoje uma nova alta de US$ 57.505 por volta das 7h45 no horário na Ásia
A recuperação massiva do bitcoin continuou no fim de semana, empurrando a capitalização de mercado da primeira e maior criptomoeda do mundo para US$ 1,2 trilhão hoje (20), e levando ao maior ganho mensal do mercado de cripto mais amplo já registrado, já que a adoção institucional ajuda a despejar bilhões de dólares no espaço nascente.
A partir das 9h30 no fuso horário oriental, o preço do bitcoin subiu 9% nas últimas 24 horas para cerca de US$ 57.350, empurrando os ganhos semanais para mais de 20%, de acordo com a CoinMarketCap.
LEIA MAIS: Bitcoin é negociado acima dos R$ 300 mil no Brasil e supera US$ 55 mil no exterior
Os preços das moedas éter e binance, o segundo e o terceiro maiores tokens do mundo, aumentaram, respectivamente, 13% e 120% na semana passada, ajudando o mercado de moeda digital a acumular um valor total de, aproximadamente, US$ 1,8 trilhão – quase o dobro da sua capitalização de mercado de US$ 1 trilhão no início de fevereiro.
Especialistas, incluindo o analista Daniel Ives, da Wedbush, estão atribuindo grande parte dos ganhos a uma enxurrada de adoção institucional nas últimas semanas, depois que a montadora de carros elétricos Tesla divulgou um investimento de US$ 1,5 bilhão em bitcoin no início deste mês.
A MicroStrategy, empresa de capital aberto e um dos maiores acionistas corporativos de bitcoin, levantou quase US$ 1,1 bilhão em débitos ontem (19) para comprar mais da criptomoeda pioneira – quase o dobro do que a empresa esperava levantar inicialmente devido à onda de interesse.
Na quinta-feira (18) e ontem, os dois primeiros fundos negociados em bolsa de bitcoin da América do Norte estrearam no Toronto Stock Exchange (TSX), arrebatando mais de US$ 200 milhões de investidores.
Apesar de alimentar grande parte do mercado nas últimas semanas, o bilionário Elon Musk, CEO da Tesla, tuitou no início do dia que os preços do bitcoin e do éter agora “parecem altos”, embora ele também tenha indicado que a criptomoeda pode servir como uma proteção melhor contra a inflação do que o ouro, o original ativo porto seguro.
O preço do bitcoin atingiu uma nova alta de US$ 57.505 por volta das 7h45 no horário na Ásia hoje – quase 6 vezes maior que seu valor de um ano atrás.
Os ganhos recentes do mercado já eclipsaram de longe a variação de preços que começou em 2017, época em que os valores subiram 15 vezes para uma alta de quase US$ 20.000, em parte graças a aplicativos como o Coinbase que facilitaram a negociação para investidores individuais. Essa bolha se mostrou insustentável e o preço do bitcoin despencou 80% no final de 2018, quando países como a Coreia do Sul começaram a reprimir o comércio de criptomoedas.
O maior ponto de interrogação em torno do futuro da criptomoeda é a regulamentação, que acabou levando os preços a despencarem há três anos. Funcionários da Comissão de Valores Mobiliários (SEC) insinuaram que um exame mais detalhado pode estar a caminho. Apesar disso, nem todos os especialistas estão convencidos de que isso prejudicará o mercado. “Dada sua natureza ainda incipiente e volátil, acreditamos que menos de 5% das empresas públicas seguirão o caminho de investimento em bitcoin em alguma capacidade nos próximos 12 a 18 meses, mas podem subir significativamente à medida que mais regulamentação e aceitação dessa moeda toma conta do futuro “, disse Ives ontem.
Mesmo os críticos ferrenhos do bitcoin estão se animando com o símbolo em meio aos ganhos recentes. O bilionário Jeffrey Gundlach, CEO da DoubleLine Capital, que certa vez chamou a moeda digital de “uma mentira”, postou um tuíte na quinta-feira dizendo que o bitcoin é “o ativo de estímulo”, em alusão às preocupações de que o aumento dos gastos do governo poderia desencadear uma inflação problemática e afundar o valor do dólar ao mesmo tempo em que impulsiona ativos de refúgio seguro, como bitcoin e ouro.
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Infoeconomico

Fonte: FORBES

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